uivo
AAAAAAAAAaaaaaaaaaaaaaaaaauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
No fundo, o uivo é a presença do cidadão na vida da sociedade, na vida do país, fora dessa rotina cinzenta em que, mais ou menos, estamos. Quando eu digo "uivemos", estou a pretender dizer "digamos, reclamemos, protestemos".
José Saramago
Creio que não será nenhuma surpresa para os que ainda persistem em visitar esse blog (se é que tais existem) dizer que meu entendimento sobre o mundo anda meio obscurecido. O silêncio sempre pode ser consequência das incompreensões. O fato é que tenho ficado sem palavras para essa fotografias escritas da realidade.
Quem desejar assinar o manifesto, escreva para solidariedadeaemirsader@hotmail.com.
“A gente vai se ver livre desta raça (sic), por, pelo menos, 30 anos”Segue a íntegra do manifesto, liderado por Antônio Cândido, que está circulando por listas de e-mails e que sugiro que circule pelos blogs também!
A sentença do juiz Rodrigo César Muller Valente, da 11ª Vara Criminal de São Paulo, que condena o professor Emir Sader por injúria no processo movido pelo senador Jorge Bornhausen (PFL-SC), é um despropósito: transforma o agressor em vítima e o defensor dos agredidos em réu.
O senador moveu processo judicial por injúria, calúnia e difamação em
virtude de artigo publicado no site Carta Maior, no qual Emir Sader reagiu às declarações em que Bornhausen se referiu ao PT como uma "raça que deve ficar extinta por 30 anos". Na sua sentença, o juiz condena o sociólogo "à pena de um ano de detenção, em regime inicial aberto, substituída (...) por pena restritiva de direitos, consistente em prestação de serviços à comunidade ou entidade pública, pelo mesmo prazo de um ano, em jornadas semanais não inferiores a oito horas, a ser individualizada em posterior fase de execução". O juiz ainda determina: "(...) considerando que o querelante valeu-se da condição de professor de universidade pública deste Estado para praticar o crime, como expressamente faz constar no texto publicado, inequivocamente violou dever para com a Administração Pública, motivo pelo qual aplico como efeito secundário da sentença a perda do cargo ou função pública e determino a comunicação ao respectivo órgão público em que estiver lotado e condenado, ao trânsito em julgado".
Numa total inversão de valores, o que se quer com uma condenação como essa é impedir o direito de livre-expressão, numa ação que visa intimidar e criminalizar o pensamento crítico. É também uma ameaça à autonomia universitária, que assegura que essa instituição é um espaço público de livre pensamento. Ao impor a pena de prisão e a perda do emprego conquistado por concurso público, é um recado a todos os que não se silenciam diante das injustiças.
Nós, abaixo-assinados, manifestamos nosso mais veemente repúdio.
Antonio Candido
Flávio Aguiar
Francisco Alambert
Sandra Guardini Vasconcelos
Nelson Schapochnik
Gilberto Maringoni
Ivana Jinkings
... também na Novae, essa excelente e recomendável revista eletrônica, um texto brilhante do Chico Vilella vale a pena ser lido por aqueles que tiverem tempo e fôlego. O que vem por aí, traz uma visão lúcida, crítica e posicionada do momento político atual.
Sem muito o que dizer, deixo algumas boas que andam pululando em minha mail box.
Hoje recebi o seguinte e-mail vindo de um grande e velho amigo:
PESADÍSSIMO, MAS COM A CATEGORIA DE QUEM SABE FALAREsse é o tipo de argumento que pede uma resposta enfática e até mesmo romantizada. Resolvi publicar a minha já que ela não se dirige especificamente ao amigo que enviou-me tal texto, mas ao seu autor, seja ele o Betting ou qualquer outro. Faço dessa resposta parte da declaração de meu apoio crítico ao Lula no segundo turno.
Joelmir Betting pegou pesado!!!
Se beber não dirija.
Nem governe!
Alkmin pode ainda não ser o candidato ideal... mas é a única solução para tirar O vagabundo e sua corja da "presidência".
"Até aqui, em pouco mais de 40 meses de governo, o presidente Lula já cometeu 102 viagens ao mundo.
Ou mais de duas por mês, tal como semana sim, semana não. Sem contar, ora pois, as até aqui, 286 viagens pelo Brasil.
Hoje, dia 06 de junho de 2.006, ele completa 397 dias fora do país desde a posse.
E pelo Brasil, no mesmo período, 617 dias fora de Brasília.
Total da itinerância presidencial, caso único no mundo e na História: exatos 1.014 dias fora do Palácio, em exatos 1.230 dias de presidência.
Eqüivale a 82,5% do seu mandato fora do seu gabinete.
Esta é a defesa da tese de que ele não sabia e nem sabe de nada do que acontece no Palácio do Planalto.
Governar ou despachar, nem pensar.
A ordem é circular. A qualquer pretexto.
E sendo aqui deselegante, digo que o presidente não é (nem nunca foi) chegado ao batente, ao despacho, ao expediente.
Jamais poderá mourejar no gabinete, dez horas por dia, um simpático mandatário que tem na biografia o nunca ter se sentado à mesa nem para estudar, que dirá para trabalhar."
Não podia deixar de divulgar um trecho arrebatador da entrevista de Jorge Bornhausen, o "dono" do PFL, à Folha de São Paulo hoje, segunda-feira. Em meio a defesa própria e do seu Partido como bastião da ética e da moralidade no cenário político atual, ele nos diz:
Fomos governo sempre que ganhamos a eleição. O PFL nunca foi um partido adesista. Fomos governo com Fernando Henrique porque demos o vice na chapa, nas duas ocasiões. No governo Sarney, idem. No governo Collor, apoiamos no segundo turno. Não aderimos em momento algum, sempre participamos do processo eleitoral.É com esse currículo que o pefelê mór vem, nessa entrevista, dizer-nos que o "seu" Partido não pediu o impeachment do Presidente Lula diante das denúncias de "caixa dois" na campanha eleitioral de 2002 porque, na possibilidade do processo ser arquivado monocraticamente pelo presidente da Câmara, estariam dando-lhe (ao Lula) um atestado "indevido e injusto de honorabilidade, que tem responsabilidade por culpa e dolo por tudo que ocorreu". Parece piada, não?!?
Estava começando a ler um autor que consta na bibliografia de uma das minhas disciplinas: Vilfredo Pareto. Ainda nem sei como ele vai discutir as elites e o uso da força na sociedade, mas deparei-me com o seguinte trecho:
"Suponhamos que, em qualquer ramo da atividade humana, seja atribuído a cada indivíduo um índice que represente um sinal de sua capacidade de maneira semelhante ao modo que se dá nota às várias matérias dos exames escolares. Ao tipo superior de advogado [de onde ele tirou isso???] será dado nota dez, por exemplo. Ao homem que não consegue um cliente, será dado nota 1 - reservando-se o zero para um homem que seja um completo idiota. Ao homem que fez seus milhões - honestamente ou não, conforme o caso - daremos dez. Ao homem que ganhou seus milhares daremos 6. Os que apenas conseguem livrar-se de ir para um asilo de indigentes terão nota 1, reservando-se o zero para os que não o conseguiram. Para as mulheres [olha só o que vem aí] "na política", como a Aspásia de Péricles, a Maintenon de Luís XIV, a Pompadour de Luís XV, que lograram enfatuar um homem de poder e ter uma parte na carreira do mesmo, daremos alguma nota alta, como 8 ou 9 [10 não pode pra mulher]; para a prostituta que satisfaz meramente os sentidos de um homem assim e não exerce nenhuma influência nos interesses públicos [mas aguenta discursos desse tipo de homens como Pareto], daremos zero [absurdo!!! E a história dos clientes nas frases anteriores???]. Para um esperto velhaco que sabe como enganar pessoas e conseguir manter-se fora da prisão, daremos 8, 9 ou 10, de acordo com o número de moambas que roubou e da quantidade de dinheiro que conseguiu extorquir." (PARETO, V. As Elites e o Uso da Força na Sociedade, p. 71)
"Em resumo, estamos como sempre recorrendo à análise científica, que distingue um problema de outro e estuda cada um separadamente." [????????] (p. 72)